Fertilizantes representam quase 40% do custo da soja e reforçam debate sobre eficiência nutricional no campo

Os fertilizantes seguem como o principal componente do custo de produção da soja. Dados divulgados pela Aprosoja/MS mostram que, na safra 2025/26, os fertilizantes representam 39,83% das despesas de custeio da lavoura, exigindo aproximadamente 11,6 sacas por hectare apenas para cobrir esse investimento. Somados aos fungicidas, os custos ligados diretamente à nutrição e sanidade vegetal chegam a 59% do custeio total da cultura.

Com números tão representativos nos custos de produção a eficiência dos fertilizantes é imprescindível para valorizar cada real investido dentro da propriedade. Nesse contexto, cresce a busca por estratégias nutricionais capazes de aumentar a eficiência do sistema produtivo, reduzir perdas e melhorar o aproveitamento dos nutrientes aplicados no solo. Entre essas alternativas, os fertilizantes organominerais vêm ganhando espaço por unir nutrientes minerais com matéria orgânica estabilizada, promovendo ganhos físicos, químicos e biológicos no solo.

Na prática, o grande desafio do produtor não é apenas reduzir custos, mas aumentar a eficiência agronômica de cada aplicação. Os fertilizantes organominerais apresentam características que ajudam justamente nesse ponto:

  • Maior retenção de nutrientes no solo;
  • Redução de perdas por lixiviação;
  • Liberação gradual dos nutrientes;
  • Incremento da atividade biológica;
  • Aumento da capacidade de troca catiônica (CTC);
  • Melhor estrutura física e retenção de água.

Além disso, a matéria orgânica presente nos organominerais atua como condicionadora do solo, favorecendo o desenvolvimento radicular e aumentando a disponibilidade nutricional ao longo do ciclo da cultura.

Em um cenário onde os fertilizantes representam praticamente 40% do custo da lavoura, um produto com alta eficiência pode gerar impactos expressivos na rentabilidade final do produtor.

Em estudos comparativos realizados pela UFMT, uma área testemunha registrou produtividade de 42 sacas por hectare, enquanto o manejo convencional com fertilizante químico alcançou 52,5 sacas por hectare. Já o padrão Ferticel, utilizando K-MO e FertiSoja Ultra, atingiu 53,6 sacas por hectare, mesmo trabalhando com uma entrega nutricional mais equilibrada e eficiente. O resultado chama atenção principalmente pela otimização do uso de nutrientes, demonstrando que tecnologias organominerais podem aumentar a eficiência agronômica sem necessariamente exigir maiores volumes de adubação mineral. Além do ganho produtivo, o sistema também evidencia melhor aproveitamento do fósforo e potássio aplicados, associado à presença de matéria orgânica, ácidos húmicos e compostos que favorecem a atividade biológica do solo e reduzem perdas por lixiviação. Esse cenário reforça uma tendência cada vez mais clara dentro do agronegócio: produtividade sustentável passa diretamente por inteligência nutricional e construção de solo a longo prazo.

O solo passa a ser tratado como ativo estratégico

A evolução do manejo agrícola mostra uma mudança importante de mentalidade dentro do agro brasileiro. O solo deixa de ser apenas suporte produtivo e passa a ser encarado como patrimônio biológico e econômico da propriedade. Essa visão ganha ainda mais força diante da oscilação dos preços internacionais de fertilizantes e da necessidade de estabilizar a produtividade ao longo das safras.

Modelos nutricionais baseados em organominerais também se conectam às novas exigências do mercado, especialmente em sustentabilidade, agricultura regenerativa e redução de impactos ambientais.

Materiais técnicos utilizados na formulação de fertilizantes organominerais destacam o uso de compostos orgânicos humificados, ricos em matéria orgânica, ácidos húmicos e fúlvicos, além de nutrientes já mineralizados e disponíveis para absorção vegetal.

Mais do que reduzir despesas, o foco passa a ser produzir com inteligência nutricional, aumentando estabilidade produtiva, preservando o solo e melhorando o retorno econômico por hectare, um projeto de médio/longo prazo, que resulta em produtividade efetiva.

A tendência que aponta o organomineral, é uma questão econômica, mas também uma questão ambiental, que une sustentabilidade, gestão eficiente e redução de custos a médio/longo prazo.

Outras Notícias

Parceria que virou notícia

Esta semana a Ferticel circulou pelo mundo acadêmico, fomos notícia no site da Unochapecó, que publicou informações sobre a parceria entre a empresa e a universidade

Saiba mais